terça-feira, 22 de abril de 2014

CUIDANDO DA ROUPA

Manter um vestuário simples e confortável, criando sempre que possível a oportunidade de escolha pelo próprio paciente é de fundamental importância; essa rotina permite a preservação da personalidade elevando a autoestima e a independência.

  • Estimular a independência é fundamental;
  • As roupas devem ser simples, confeccionadas com tecidos próprios ao clima;
  • O paciente pode ter perdido a capacidade de expressar sensações de frio ou calor, dessa forma, nunca esquecer de tirar ou colocar agasalhos, conforme a variação da temperatura;
  • O cuidador deve, ao falar com o paciente, colocar-se no seu campo visual, ou seja, diante dele, orientando-o calmamente e gesticulando, se necessário;
  • Deve-se estimular o ato de vestir-se sozinho, dando instruções com palavras fáceis de serem entendidas;
  • Dê a ele a oportunidade de optar pelo tipo de vestuário e as cores que mais lhe agradem.  Apenas supervisione, pois pode ser que haja necessidade de auxiliá-lo na combinação de cores;
  • Tenha calma e paciência, não o apresse enquanto ele executa sua rotina de vestir-se;
  • Para que ele mesmo possa procurar suas roupas, nos armários, cole fotos de peças e ou objetos pessoais na parte externa da gaveta ou guarda-roupas. Isso o ajudará a encontrar rapidamente o que procura;
  • Roupas como blusas, camisas ou suéteres, deverão ser preferencialmente abertas na parte da frente, para facilitar a colocação ou retirada;
  • Evite roupas com botões, zíperes e presilhas, elas dificultam o trabalho do paciente para abri-los ou fechá-los. De preferência às roupas com elástico ou velcro;
  • Nas fases mais avançadas da doença, deve-se dar preferência aos conjuntos do tipo moletom, em função de sua praticidade;
  • Pacientes limitados à cadeira de rodas ou poltronas, o critério para a escolha do vestuário é ainda mais rigoroso.  Deve-se optar por roupas confortáveis, largas, especialmente nos quadris;
  • O uso de objetos pessoais (acessórios), pode ser mantido, porém, com a evolução da doença, as jóias deverão ser substituídas por bijuterias;
  • Na medida do possível, deve-se providenciar um roupão, para que o paciente possa se despir no quarto e, protegido, ser conduzido ao banho;
  • Deve-se evitar o uso de chinelos, pois eles facilitam as quedas;
  • Todos os tipos de sapatos devem ser providos por solados antiderrapantes, os mais indicados são aqueles que possuem elástico na parte superior, pois além de serem fáceis de tirar e colocar, evitam que o paciente tropece e caia, caso o cadarço se desamarre.

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