terça-feira, 22 de abril de 2014

Cuidando da Pele

5.   CUIDANDO DA PELE

A pele merece atenção especial e o momento do banho é o mais apropriado para se observar a presença de hematomas (manchas roxas), hiperemia (vermelhidão), pruridos (coceiras), assaduras ou qualquer outro tipo de lesão, as quais se tratadas adequadamente e a tempo evitam complicações e previnem a ocorrência de úlceras por pressão (escaras).

  • Manter a higiene da pele é de suma importância, pois se trata de uma barreira natural de que dispõe o organismo contra infecções, portanto, trabalhe para manter sua integridade;
  • Idosos apresentam fragilidade de vasos capilares, que se rompe com facilidade, causando manchas avermelhadas na pele. Aumente a oferta de alimentos ricos em vitamina C , ela melhora a resistência dos vasos capilares;
  • Ao segurar o paciente pelos braços ou mãos, não exerça demasiada pressão, lembre-se, a sua pele é frágil, e muitas vezes, rompe-se com uma simples pressão;
  • Manter a pele hidratada é de fundamental importância, existem no mercado bons cremes hidratantes, de perfume suave, que umidificam adequadamente, evitando seu ressecamento;
  • Mantenha o paciente hidratado, ofereça líquidos à vontade;
  • Evite a exposição à luz solar após as 9 horas da manhã (10 no horário de verão);
  • Pruridos (coceiras) podem ser causados por vestuário confeccionado com tecidos sintéticos, dê preferência às roupas de algodão ou tecidos antialérgicos;
  • Assaduras podem surgir devido a má higienização ou a longa permanência com fraldas molhadas;
  • Após eliminações urinárias ou intestinais, deve-se providenciar uma higiene íntima;
  • Pacientes incontinentes devem ter suas fraldas trocadas de 3/3 horas ou antes se necessário;
  • Evite cosméticos com perfume forte, eles costumam produzir alergias respiratórias;
  • Não use talcos, se aspirados inadvertidamente podem produzir alergias respiratórias;
  • Evite banhos muito quentes, eles provocam o ressecamento, além de causar queimaduras em peles muito sensíveis.

Higiene Oral

6.   HIGIENE ORAL

A Higiene Oral é um hábito saudável e agradável que deve ser mantido ao longo de toda a vida.
Alterações da mucosa oral, perda de dentes, próteses mal ajustadas, gengivites (inflamação das gengivas), diminuição do fluxo salivar, são fatores que podem ocasionar infecções na cavidade oral.

  • A Higiene Oral deve ser realizada após cada refeição ou num mínimo de 3 X ao dia;
  • A boca deve ser inspecionada imediatamente após cada refeição, para que dessa forma, possa ser removido todo e qualquer resíduo alimentar;
  • Utilizar escovas de dentes de cerdas macias, massageando as gengivas verticalmente com suavidade;
  • Pode-se utilizar após cada escovação antissépticos orais, mantendo assim um hálito agradável;
  • Algumas vezes é muito difícil fazer com que o paciente abra a boca para se fazer a higiene oral. Tente introduzir delicadamente uma espátula entre os dentes e faça um movimento rotatório, caso não seja possível, utilize o próprio dedo indicador envolto em gaze para que seja possível a higienização.

6.1.        A LÍNGUA

A Língua deve ser massageada com escova macia, para remoção de sujidades.
Em caso de haver presença de uma crosta branca sobre a língua – saburra – removê-la utilizando uma solução de bicarbonato de sódio, na proporção de 1 colher de café de bicarbonato em 1 copo d água. Para executar a limpeza da língua, molhar na solução a escova de dentes, ou uma espátula envolvida em gaze, ou mesmo o próprio dedo indicador envolto em gaze e proceder a limpeza. Esta deve ser feita com movimentos suaves, sem esfregar.

O QUE OBSERVAR

Deve-se observar cuidadosamente a presença de lesões na cavidade oral – manchas brancas, vermelhas, pequenos ferimentos que sangram e não cicatrizam – e nesse caso, alertar o médico responsável.

CUIDE BEM DAS PRÓTESES

  • Deve-se ter maior atenção para a higiene oral naqueles pacientes que usam próteses dentárias.  Estas devem ser retiradas após cada refeição, higienizadas fora da boca, e após limpeza da cavidade oral, recolocadas;
  • Pacientes muito confusos devem ter suas próteses retiradas à noite, colocadas em solução antisséptica, e após higienização, recolocadas pela manhã;
  • Observar a estabilidade da prótese na boca do paciente, lembrar que com o envelhecimento ocorre perda de massa óssea, fazendo com que as próteses fiquem frouxas e se desestabilizem.  É conveniente, neste caso, aconselhar-se com um dentista;
  • Observar a presença de cáries ou dentes quebrados que causam dor.  Existem equipes de profissionais (dentistas), que atendem no domicílio aqueles pacientes que se encontram impossibilitados de comparecer ao consultório;
  • Muitas vezes, a recusa do paciente em alimentar-se ou sua agitação no horário de refeições deve-se ao fato de próteses mal ajustadas ou significar simplesmente uma dor de dentes.

Alimentação

7.   ALIMENTAÇÃO

Nem sempre alimentar o portador da doença de Alzheimer é tarefa fácil. Horários regulares, ambiente tranquilo, especialmente muita calma e paciência, da parte do cuidador, são fatores imprescindíveis para que a alimentação seja bem aceita pelo paciente.

  • O paciente deverá estar sentado confortavelmente para receber a alimentação;
  • O ambiente deverá ser calmo, livre de ruídos;
  • Jamais ofereça alimentos ao paciente quando este estiver deitado;
  • Os pacientes que ainda conservam a independência para alimentarem-se sozinhos devem continuar a receber estímulos para esta ação, não importando o tempo que levem para fazê-lo;
  • O Cuidador nunca deverá criticar ou apressar o paciente durante as refeições.
  • As instruções passadas ao paciente deverão ser claras e o comando suave;
  • Para aqueles pacientes que demoram a alimentar-se, o uso de baixelas térmicas, que mantém o alimento aquecido por mais tempo, é bastante útil.
  • Independentemente da apresentação da dieta – sólida, pastosa ou líquida – deve-se, sempre que possível, respeitar as preferências do paciente.  Uma pessoa que sempre gostou de comer carne, mas que já não consegue deglutir pequenos pedaços deve ter a carne liquidificada e servida em consistência de purê.  O mesmo artifício deve ser utilizado para os outros alimentos.
  • O convívio com a família é de extrema importância. Sempre que possível, deve-se permitir que o paciente alimente-se em companhia de seus familiares.
  • A vida social deve ser mantida enquanto possível.  Se for hábito do paciente almoçar fora, os restaurantes devem ser selecionados e a opção por um local tranquilo é a ideal.
  • Os utensílios utilizados durante a refeição devem ser preferencialmente lisos e claros. As estampas – de pratos, por exemplo – podem distraí-lo e reduzir sua concentração naquilo que lhe é explicado no momento (mastigação e deglutição).
  • Aqueles que apresentam dependência severa devem ser alimentados com colheres, em lugar de garfos.
  • Os alimentos crus e secos devem ser evitados, pois o perigo de engasgamento é maior.
  • Doces e salgados serão permitidos, desde que não haja restrição médica. Os temperos devem ser suaves e os molhos picantes evitados.
  • Caso haja engasgamento, mantenha a calma, coloque-se imediatamente atrás do paciente e abraçando-o com as duas mãos juntas, comprima o abdome, fazendo pressão sobre o diafragma.
  • Após cada refeição, a higiene oral é indispensável e deve ser realizada uma inspeção cuidadosa da boca, a fim de que possa ser removido todo e qualquer resíduo alimentar.

Nutrição

8.    NUTRIÇÃO

Nutrição não deve ser confundida com alimentação, na maioria dos casos as pessoas bem alimentadas estão mal nutridas.
Os idosos podem necessitar de uma maior oferta de proteínas (carnes brancas, como peixes e aves; carnes vermelhas, desde que sem gordura; leite desnatado; queijo fresco etc.); além de carboidratos (açúcares, massas) e reguladores, fontes de vitaminas e minerais (vegetais, frutas e legumes).
No entanto, a nutrição adequada a cada paciente deve ser orientada por profissional competente, uma nutricionista.

  • Lembrar que o suprimento das necessidades nutricionais é um fator que deve ser analisado clinicamente, considerando-se hábitos e gasto energético individuais, sendo que esses fatores variam de indivíduo a indivíduo.
  • As refeições devem conter pelo menos um alimento de cada grupo, a saber: construtores (proteínas), energéticos (carboidratos) e reguladores (frutas, legumes e vegetais).
  • É importante analisar hábitos antigos do paciente e mantê-los, desde que não haja prejuizo nutricional para ele.
  • Alguns pacientes mudam seus hábitos alimentares com a evolução da doença, dando preferência a pequenos lanchinhos ou guloseimas que alimentam, porém não nutrem.  Tente incrementar estes lanches garantindo que ele receba quantidades adequadas de proteínas, carboidratos e reguladores.
  • É importante chamar a atenção do cuidador para que as informações de como nutrir o paciente deve advir de profissionais capacitados (nutricionista), que após avaliação terão condições de prescrever uma dieta adequada a cada paciente individualmente.
  • Rotineiramente o paciente deve (sob orientação médica), realizar exames laboratoriais para que seja analisado seu estado nutricional. A freqüência destes exames irá variar de acordo com o quadro clínico apresentado.
  • A presença de edemas (inchaços) pode, em alguns casos, significar desnutrição. É conveniente consultar um médico.
  • Atenção para perda de apetite pode estar relacionada a várias causas que devem ser investigadas e tratadas. Lesão da boca, infecções, doenças crônicas ou refeições que não estejam do agrado do paciente são alguns exemplos.
  • Deve-se aumentar a oferta de nutrientes como proteínas, vitaminas e minerais, quando em presença de infecções, permitindo assim, uma reabilitação precoce.
  • O controle do peso corporal deve ser feito mensalmente, alterações súbitas (ganho ou perda ponderal), merecem investigação clínica.

Hidratação

9.1. HIDRATAÇÃO

Queixas de hipotensão (pressão baixa), acúmulo de secreções bronco-pulmonares (catarro), obstipação intestinal (prisão de ventre), são algumas das complicações que na maioria das vezes estão relacionadas a quadros de desidratação, que nos pacientes idosos pode dar origem a complicações clínicas sérias e de difícil manejo.

  • Oferecer líquidos é de extrema importância, não se deve esquecer que eles colaboram para o equilíbrio de todos os sistemas orgânicos.
  • Deve-se oferecer uma quantidade de líquidos equivalente a 2 litros por dia, na forma de água, chás, sucos, vitaminas etc.
  • O volume indicado deve ser fracionado em pequenoas doses que ao fim do dia devem somar 2000 ml.
  • Deve-se garantir que a quantidade de líquidos ingerida seja mais ou menos igual às perdas (urina, suor, lágrimas, saliva).
  • Oferecer copos cheios de água causa uma sensação de plenitude gástrica desconfortável para o paciente, ofereça pequenas quantidades, várias vezes ao dia.
  • Lembrar que a maioria dos idosos ingere pouca quantidade de água pura.  Colocar sabor na água como os sucos, refrescos etc. é uma estratégia eficaz.
  • A ingestão adequada de líquidos também é de extrema importância para a manutenção do adequado turgor cutâneo (elasticidade da pele), melhorando conseqüentemente a resistência da pele.
  • Pacientes diabéticos devem receber líquidos adoçados artificialmente.
  • Aqueles que possuem restrição de líquidos prescrita por médico devem respeitá-la com rigor.
  • Idosos acumulam facilmente secreções bronco-pulmonares, a oferta adequada de líquidos possibilita uma expectoração mais rápida, prevenindo infecções.
  • Nas fases mais avançadas, devem ser servidos sucos espessos – como vitaminas, ou engrossados com gelatina, por exemplo – eles reduzem os riscos de engasgamentos.
  • Jamais ofereça líquidos com o paciente deitado, este deve estar em posição sentada ou recostada em travesseiros.  Esta medida reduz o risco de aspirações e otites (dor de ouvido).
  • Atenção! Quedas de pressão arterial, diurese concentrada (urina escura) e baixo débito urinário (pouco volume de urina) podem estar associados à baixa ingestão de líquidos.
  • A obstipação intestinal (intestino preso) é outra queixa comum que também pode estar associada a baixa ingesta de líquidos, imobilidade e dieta inadequada.
  • Lembre-se de que o coração (assim como uma bomba d’água) necessita de volume para trabalhar adequadamente.  A falta de líquidos pode trazer conseqüências graves para o paciente.
  • Pacientes que apresentam dificuldade para digerir alimentos (disfagia) devem receber alimentação específica, orientadas por profissionais especializados (fonoaudiólogos e nutricionistas).
Em determinados momentos da evolução da doença pode haver necessidade da colocação de sondas para alimentação e especialmente para hidratação.
CUIDANDO DA ROUPA

Manter um vestuário simples e confortável, criando sempre que possível a oportunidade de escolha pelo próprio paciente é de fundamental importância; essa rotina permite a preservação da personalidade elevando a autoestima e a independência.

  • Estimular a independência é fundamental;
  • As roupas devem ser simples, confeccionadas com tecidos próprios ao clima;
  • O paciente pode ter perdido a capacidade de expressar sensações de frio ou calor, dessa forma, nunca esquecer de tirar ou colocar agasalhos, conforme a variação da temperatura;
  • O cuidador deve, ao falar com o paciente, colocar-se no seu campo visual, ou seja, diante dele, orientando-o calmamente e gesticulando, se necessário;
  • Deve-se estimular o ato de vestir-se sozinho, dando instruções com palavras fáceis de serem entendidas;
  • Dê a ele a oportunidade de optar pelo tipo de vestuário e as cores que mais lhe agradem.  Apenas supervisione, pois pode ser que haja necessidade de auxiliá-lo na combinação de cores;
  • Tenha calma e paciência, não o apresse enquanto ele executa sua rotina de vestir-se;
  • Para que ele mesmo possa procurar suas roupas, nos armários, cole fotos de peças e ou objetos pessoais na parte externa da gaveta ou guarda-roupas. Isso o ajudará a encontrar rapidamente o que procura;
  • Roupas como blusas, camisas ou suéteres, deverão ser preferencialmente abertas na parte da frente, para facilitar a colocação ou retirada;
  • Evite roupas com botões, zíperes e presilhas, elas dificultam o trabalho do paciente para abri-los ou fechá-los. De preferência às roupas com elástico ou velcro;
  • Nas fases mais avançadas da doença, deve-se dar preferência aos conjuntos do tipo moletom, em função de sua praticidade;
  • Pacientes limitados à cadeira de rodas ou poltronas, o critério para a escolha do vestuário é ainda mais rigoroso.  Deve-se optar por roupas confortáveis, largas, especialmente nos quadris;
  • O uso de objetos pessoais (acessórios), pode ser mantido, porém, com a evolução da doença, as jóias deverão ser substituídas por bijuterias;
  • Na medida do possível, deve-se providenciar um roupão, para que o paciente possa se despir no quarto e, protegido, ser conduzido ao banho;
  • Deve-se evitar o uso de chinelos, pois eles facilitam as quedas;
  • Todos os tipos de sapatos devem ser providos por solados antiderrapantes, os mais indicados são aqueles que possuem elástico na parte superior, pois além de serem fáceis de tirar e colocar, evitam que o paciente tropece e caia, caso o cadarço se desamarre.

Saúde na Terceira Idade

   Geriatria

  Cuidados com o aparelho locomotor

O aparelho locomotor é formado por ossos, articulações e músculos, sendo responsável pela sustentação e pela movimentação do corpo. Divide-se em:
tronco; 
pernas e pés (membros inferiores);
braços e mãos (membros superiores).
A locomoção é fundamental para a saúde de todo ser humano, e principalmente para o paciente geriátrico. A falta de locomoção pode causar:
aumento da osteoporose;
úlceras de pressão — feridas de atrito, por passar muito tempo na mesma posição;
prisão de ventre;
problemas urinários e respiratórios;
redução da força e do tônus muscular;
aumento do risco de infecções e embolias.
A prevenção de problemas no aparelho locomotor deve garantir a movimentação apropriada e manter a postura sempre correta, evitando assim danos à coluna vertebral.


  Como orientar a correta movimentação do idoso

Os idosos em repouso tendem a se movimentar pouco na cama, mas é recomendável que sejam incentivados a fazer rotações e mudar de posição, para evitar sérios problemas de saúde. O processo de rotação é bastante simples de ser orientado, mas, para facilitá-lo, o cuidador deve colocar uma tábua por baixo caso o colchão seja muito mole. Siga as instruções para cada movimento específico:

Mover-se na cama 
Sentar 
Levantar 

Levantar da cama 
Ficar de pé
Andar   

  Mover-se na cama
 Os pacientes que ainda se movem sozinhos podem fazer estes movimentos sem auxílio:

  1. flexionar os joelhos, apoiando os pés sobre a cama e virando as pernas para o lado que se pretende girar;
  2. entrelaçar as mãos e levantá-las, esticando os cotovelos simultaneamente.
  3. finalmente, rodar a cabeça para este mesmo lado.
Se o paciente for incapaz de realizar este exercício sozinho, o profissional ou o cuidador deve ajudá-lo, ficando a seu lado e seguindo as instruções do item acima. Para dar continuidade:
  1. segurar com firmeza o paciente, colocando as mãos sobre o lado do corpo que ficará para cima após o movimento;
  2. apoiar uma mão na altura do ombro e a outra nos quadris;
  3. depois, mover com delicadeza o paciente para o lado desejado, solicitando que ele olhe para as mãos, para que mova a cabeça ao mesmo tempo.

  Sentar
A maioria dos idosos, mesmo tendo boa saúde e independência para locomover-se, sofre de problemas nas articulações e no sistema circulatório, de falta de vigor muscular e coordenação motora, principalmente para a sustentação do tronco.

Reunimos algumas recomendações importantes sobre os tipos de assento aconselháveis:

  •  os apoios para os braços são essenciais, para a maior comodidade e para facilitar os movimentos de levantar e sentar;
  • o encosto deve proporcionar um bom apoio para as costas, os ombros e a cabeça, deixando o idoso realmente confortável;
  • o material do estofado do assento deve ser firme, para facilitar a movimentação do idoso, e de fácil lavagem.

Realizando o movimento
  • se o paciente estiver muito incapacitado, o cuidador, ao sentá-lo, deve usar seus próprios pés e joelhos para firmar os do paciente;
  • o idoso precisa aproximar-se o suficiente do assento até encostar nele com a parte de trás dos joelhos;
  • a seguir, deve colocar as mãos sobre os braços da poltrona e inclinar-se para frente, flexionando os joelhos até se sentar.
Caso o idoso seja incapaz de se sentar sozinho, e para que não escorregue no assento, o cuidador deve pegá-lo por debaixo das axilas, até que toque com toda a parte das costas o encosto da poltrona.

  Postura correta do idoso sentado

  • apoiar completamente os pés no chão, evitando que eles fiquem pendurados. Caso seja preciso, colocar um suporte, como um banquinho ou almofada;
  • distribuir o peso do corpo, para que o idoso se sente com a postura correta;
  • manter as costas completamente apoiadas no encosto;
  • manter quadris, joelhos e pés formando um ângulo de 90°.
  Levantar

Em muitos casos, os idosos necessitam usar bengalas ou se apoiar em qualquer outro objeto para se levantarem do assento. Isto pode ser muito perigoso, além de difícil e incômodo. Então leia esta seção abaixo e saiba como ajudar nestes casos:
  • o idoso deve ir até a beirada da cama, inclinar a cabeça e o tronco para frente com os pés apoiados no chão e ligeiramente separados, segurar os braços de apoio do assento com as mãos e dar impulso;
  • caso o paciente não seja capaz de se levantar sozinho, o cuidador deve segurá-lo pelas costas, usar seus próprios joelhos e pés para firmar os do paciente e colocar uma das pernas entre as dele, com o mesmo intuito;
  • quando o idoso tiver alguma deficiência em um dos braços, é recomendável que apóie o braço saudável no braço do assento, e dê um impulso sobre a perna mais hábil;
  • não é aconselhável superproteger o idoso quando for auxiliá-lo, tanto no sentar como no levantar. O cuidador deve prestar a ajuda mínima necessária para motivá-lo a fazer por si próprio.


   Levantar da cama

O idoso com dificuldade, porém com movimentação independente, deve:

  1. colocar as pernas para a beirada da cama;
  2. apoiar os cotovelos e as mãos, e erguer a cabeça;
  3. baixar os pés ao chão, sentando na cama.

Caso o paciente precise de auxílio, o cuidador deve:
  1. posicionar-se de frente para ele, com os joelhos flexionados junto aos dele e usando os pés para firmar os do paciente;
  2. abraçando o idoso, por baixo das axilas, motivá-lo a se levantar, ao mesmo tempo que é puxado para cima até que fique de pé;
Para sentar o paciente quando estiver deitado, pode-se usar uma escada de corda, graduando-a de acordo com a necessidade, ou também trapézios que auxiliam no levantar.


   Ficar de pé

A maioria dos idosos tendem a ficar curvados quando estão em pé. Por isso, deve-se sempre policiá-los e conscientizá-los da importância de manter a postura ereta. Ou seja:

  1. colocar os pés afastados, com um ligeiramente à frente do outro;
  2. posicionar os quadris paralelos ao tronco ereto, ainda que com uma ligeira flexão, e os pés apoiados no chão.

   Andar

O andar nos idosos pode ser dificultado por diversos fatores, como doenças físicas ou psíquicas e o próprio envelhecimento, entre outros.

Caso o idoso precise de ajuda para andar
O cuidador deve caminhar ao seu lado, segurando-o pela mão para que ele sinta mais segurança, mas mesmo assim deixando que ele faça esforço; desta forma, o idoso não irá se acostumar mal.

Caso o idoso precise de meio auxiliar para andar
Em muitos casos o paciente deve usar bengalas e muletas como auxílio para caminhar, o que requer muito cuidado e alguns conhecimentos básicos. Os meios auxiliares mais usados pelos idosos são:
Tripé e bengala de quatro pés: São recomendados para pessoas com idade mais avançada e com muita instabilidade, e são considerados muito estáveis;

Muletas: São consideradas de uso simples, mas em muitos casos não oferecem a estabilidade necessária, e por isso alguns idosos não se adaptam a elas. É fundamental que se faça o uso correto das muletas: o paciente deve colocar o braço na braçadeira de apoio e a mão no punho;

Bengala: é o meio mais utilizado. Deve ser usada do lado oposto ao lado lesado, e funciona como uma extensão do braço: deve-se posicioná-la pouco à frente do corpo e paralela a ele, a fim de melhorar a sustentação. É necessário atentar para o peso e a altura do paciente, além de conferir se a bengala possui uma ponteira com borracha antiderrapante;

Andadores: eles podem ou não possuir rodas. Para que seu uso seja correto, é necessário fazer pressão com as mãos, segurar nos punhos e posicionar o aparelho próximo ao corpo. Isto porque o idoso, em muitos casos, fica longe do andador, o que favorece o risco de quedas e acidentes. Os andadores são recomendados em situações mais graves, quando o grau de instabilidade é alto.

Caso o idoso não precise de ajuda para andar
Mesmo que o idoso consiga caminhar sozinho, ainda precisa de orientação sobre sua postura ao andar, que deve ser ereta e acompanhada do balançar dos braços. É preciso sempre lembrá-lo de que deve levantar os pés para andar, colocando primeiro o calcanhar e depois a ponta do pé.